Onde Deveria Estar

18 outubro 2017

Hoje eu encontrei o passado na gaveta debaixo. Achei tudo aquilo que um dia me fez sorrir e que hoje é só lembrança. 
Um dia eu achei que a dor não fosse passar. Doía ao ponto de não chorar, apenas ficar vagando e vagando em um vazio.
Fui eu que fui embora, era sofrimento demais, dor demais. A gente não tem que aceitar um relacionamento ruim.
Não é ruim desistir de quem nos faz mal.
As pessoas ensinam que sim, dizem que se a gente ama, temos que insistir, mas menina não é bem assim. Se escolha um pouco,  se descubra, você merece sim amar, mas não merece qualquer coisa.
Achei o passado e deixei ele onde ele deveria estar, lá atrás. Em um saco grande juntei tudo aquilo e levei pra rua, disse adeus.
Às vezes a gente acha que vai ser pra sempre, às vezes a gente acha que não tem solução, as vezes achamos que nunca mais seremos felizes de novo, mas isso tudo é uma mentira, a gente vai.
A gente vai continuar acordando, as lágrimas vão diminuir com o tempo, você vai se curar e uma hora você vai encontrar alguém que te traga a leveza que você nem sabia que existia. Eu encontrei, você também vai.
Uma hora você vai se descobrir, vai achar o amor que basta. O seu por você mesma.
Não aceite quem te coloca pra baixo, não aceite o pouco.  Não culpe o amor, a culpa é das pessoas que não sabem amar.
Se desprenda, se liberte, se ame, se encontre.

Maratona de romances policiais: #4 A Caça

01 setembro 2017

Oi gente!

Indo para a nossa quarta resenha da maratona de romances policiais, temos... A Caça, de Jussi Adler-Olsen.

Resultado de imagem para a caça capa livro

A Caça - Jussi Adler-Olsen
Editora Record
462 páginas


Sinopse: Ao retornar das férias, o detetive Carl Mørck, do Departamento Q, encontra em sua mesa os arquivos do caso Rørvig. O caso não havia sido encerrado? O assassino dos dois irmãos mortos na casa de veraneio não se entregara nove anos depois do crime? Quem teria colocado aqueles arquivos ali? Alguém parece querer que o caso seja reaberto e Carl Mørck morde a isca. 
As pistas que encontra levam o detetive à alta-roda, ao mundo do mercado de ações, da indústria da moda e da cirurgia plástica. E também às sarjetas mais imundas e sinistras de Copenhage, onde conhece Kimmie, uma moradora de rua atormentada por vozes e que precisa roubar para viver. Kimmie parece estar sempre fugindo. E de fato está. Três poderosos homens estão atrás dela e não medirão esforços para encontrá-la, pois Kimmie parece saber algo capaz de ameaçar o futuro deles. Algo que pode ter a ver com o caso antes encerrado, mas que, infelizmente para os três, acaba de ser reaberto pelo incansável detetive Mørk. 

Por um erro de não ter lido mais sobre o livro, apenas ter ido ler pela capa, descobri que esse na verdade é o segundo livro em que o protagonista, Carl, aparece (O primeiro se chama "A Mulher Enjaulada"). Bom, mas tudo bem, porque pelo o que vi, a leitura do segundo livro não tem relação nenhuma com a do primeiro livro, então respirem, vocês podem ler na ordem que quiserem. Uma leitura não interfere a outra.

Com isso dito, vamos lá - Carl Morck, um detetive investigativo da polícia, trabalha no Departamento Q, uma espécie de arquivo morto, onde casos já fechados são reabertos para investigação. Em um belo dia, ele chega ao trabalho e encontra em sua mesa os arquivos de um caso fechado de muitos anos atrás, em que dois irmãos foram mortos dentro de casa em uma cidade pequena. Indo atrás daquelas pistas, ele descobre que há algo errado, algo que na última investigação foi deixado passar, e com os envolvidos no crime sendo homens ricos e poderosos, o caso vai ficando cada vez mais claro e mais enigmático para Carl. Ao mesmo tempo em que ele tem a sensação que quem teria matado os irmãos ainda está lá fora, Carl descobre que mexer nesse mundo, de ricos e poderosos, pode ser perigoso.

E indo atrás das pistas e das pessoas envolvidas, ele descobre aos poucos como tudo está ligado. No caso, foi isso que eu achei mais interessante - o fato de uma coisa sempre levar a outra mais surpreendente ainda. Uma revelação quer dizer outra, que leva a outra, e outra surpresa, e meu Deus, foi só surpresas nesse livro.

O clima do livro é dado de várias formas, pois é em terceira pessoa e cada capítulo foca em uma figura pertinente pra história. As revelações vêm de várias formas, ora dadas por outros pontos de vista, ora pelo próprio detetive do caso. Às vezes, até os próprios suspeitos.

Eu me apeguei muito ao Carl - que não tenta ser o herói, sabe? Deixe-me explicar, muitos romances policiais têm um policial herói, aquele que não dorme sem salvar a mocinha, aquele que quer derrotar o mal a qualquer custo. Bom, mas nesse livro, Carl é um homem normal, com medos, receios, vontade de fugir de tudo (quem nunca?) e sim, ele quer ajudar, ele quer insistir, ele quer descobrir a verdade sobre tudo, mas no caso, ele vai se surpreender com as revelações que vai ter, pois nesse livro não temos o assassino horrível, psicopata - tá, tem isso, mas temos também o sistema. O que eu quero dizer com isso é que, ele vai ver que quem está por trás disso também é o sistema. Ele vai ter que lutar contra algo maior, e quem não teria medo disso, certo?

Enfim, não posso dizer muito mais porque é spoiler.

Essa belezinha de livro me rendeu uma leitura muito boa, espero poder ler o primeiro livro em breve e me encontrar com esse protagonista tão real.

Vocês gostaram da resenha? Leriam?

Me contem o que acharam <3

Beijos de amor.




Eu li: Tempo ao tempo.

31 agosto 2017

Oi, como vocês estão? ⠀
Hoje vim falar sobre o conto "tempo ao tempo" da Olívia Pilar, vendido pela amazon. Pode compra-lo clicando aqui.





Sinopse: "— Você vai estar ao meu lado depois? […]
— Sempre."

Carolina e Elisa não poderiam ser mais diferentes. Unidas por uma forte amizade, juntas formam o equilíbrio perfeito. Mas conforme os anos passam, elas percebem que o sentimento que nutrem uma pela outra pode ser mais forte do que imaginavam.


Resenha: Vamos conhecer a Carolina e a Elisa. São amigas desde infância e permanecem amigas pela adolescência e pelo começo da vida adulta. 
Porém elas logo percebem que talvez os sentimentos que nutrem uma pela outra, seja mais do que amizade. 
Temos vários pedacinhos, várias memórias que se passa através dos anos delas, até chegar ao tempo atual. 
Um ebook super curtinho, super rapidinho de se ler e super baratinho também. 
Queria que fosse um livro maior, adoraria ler sobre a história delas.

E vocês, já leram? Já se apaixonaram pelo melhor amigo (a) de vocês? 🌼❤
Comentem aqui embaixo!!
Beijinhos. 

Eu li: Perdão, Leonardo Peacock

24 agosto 2017

Oi, como vocês estão? 
Hoje vim falar sobre esse livro que foi bem diferente do que eu estava acostumada a ler. 



Sinopse: Hoje é o aniversário de Leonard Peacock. Também é o dia em que ele saiu de casa com uma arma na mochila. Porque é hoje que ele vai matar o ex-melhor amigo e depois se suicidar com a P-38 que foi do avô, a pistola do Reich.

Mas antes ele quer encontrar e se despedir das quatro pessoas mais importantes de sua vida: Walt, o vizinho obcecado por filmes de Humphrey Bogart; Baback, que estuda na mesma escola que ele e é um virtuose do violino; Lauren, a garota cristã de quem ele gosta, e Herr Silverman, o professor que está agora ensinando à turma sobre o Holocausto.

Encontro após encontro, conversando com cada uma dessas pessoas, o jovem ao poucos revela seus segredos, mas o relógio não para: até o fim do dia Leonard estará morto.

Resenha: Leonard Peacock é um adolescente que sofre pela ausência da família em sua vida. Sua mãe praticamente o abandonou sozinho, enquanto foi cuidar de sua carreira como estilista em outro lugar.
No dia do seu aniversário ele decide colocar um fim em sua vida e também na vida de seu ex amigo Asher Beal.
Antes de fazer isso ele tem uma missão: entregar quatro presente, para quatro pessoas especiais.
Durante todo o tempo, nos perguntamos o porquê de ele não apenas querer se matar, mas também querer matar o amigo e a cada pista que nos é dada, um pouquinho do nosso coração vai se partindo.

Nesse livro vemos o que causa a ausência de apoio, ausência de alguém ali. Vemos o quanto a "maldade" das pessoas em escolas e afins, machucam. Também nos faz questionar sobre como estamos lidando com o outro.
Achar alguém estranho (que é o que as pessoas pensam dele o tempo todo) não é bom. Você precisa entender, conversar, buscar entender.
O tempo todo eu me perguntava "e se fulano tratasse ele diferente?" mas ninguém tratava.
É possível ver o quanto ele está perturbado, o quanto precisa de ajuda.

O livro se passa em um dia, mas temos vários flashes de memórias e também algumas cartas (que seu professor preferido o propôs a fazer). Eu fiquei meio perdida em relação a essas cartas no inicio, aos motivos que o levou a fazer tal ato, mas conforme foi passando tudo foi se esclarecendo.
O fim é um problema, vi muitas reclamações e infelizmente vou fazer parte desse grupinho... Eu esperava um fim melhor, um desfecho mais emocionante talvez? Mas tudo bem, foi muito bom e eu super recomendo ❤

Uma leitura que me tirou da zona de conforto e me fez refletir bastante.


Vocês já leram? Se sim, o que acharam?
Não esqueçam de comentar aqui embaixo!

Playlist: Junho.

19 agosto 2017

Faz tempo que eu não trago playlists aqui no blog, então resolvi olhar lá no meu spotify as músicas que eu mais ouvi/baixei no mês passado e vim trazer elas pra vocês também.
Espero que vocês gostem e não esqueçam de indicar as que vocês estão ouvindo também, porque eu amo conhecer músicas novas.

Gabriel Elias - Solidão na Cama 
Na verdade, essa música está na minha playlist sempre, mas mês passado eu bati o recorde em ouvir ela muitas vezes hhehehehe

Dreicon e Joana Castanheira - Deixe-me ir.
Eu conheci essa música através desse cover e simplesmente me apaixonei. 

Joana Castanheira e Bruna Góes - A música mais triste do ano
A mesma coisa aconteceu com essa música. Enquanto eu ouvia aquela ali de cima, me recomendaram essa e eu simplesmente me apaixonei. 

Circles - MDWS
Essa eu ouvi em algum canal e virou favorita da vida <3 

Adam Levini - Go Now 
Ouvi essa música porque ela foi citada na livro "30 dias sem você" e eu simplesmente amei. 

Fading Away - Adam Naas 
E por último, mas não menos importante, essa música que eu não lembro da onde encontrei, mas estava lá no meu shazam e quando eu ouvi me apaixonei demaissssss. 


Acho que tá bom por enquanto né?! Hahaha espero que tenham gostado. 
Beijinhos. 

Maratona de romances policiais: #3 Boa noite, Estranho

18 agosto 2017

Oi, como vão vocês?

Na terceira resenha da nossa maratona de romance policial, eu vou falar de um livro que eu gostei muito. Ele é bem diferente meeeesmo de outros romances policiais que li. Olha essa capa, Brasil <3



Boa noite, Estranho - Jennifer Weiner
Editora Novo Conceito
432 páginas

Sinopse: Para Kate Klein, que, meio por acaso, se tornou mãe de três filhos, o subúrbio trouxe algumas surpresas desagradáveis. Seu marido, antes carinhoso e apaixonado, agora raramente está em casa. As supermães do play-ground insistem em esnobá-la. Os dias se passam entre caronas solidárias e intermináveis jogos de montar. À noite, os melhores orgasmos são do tipo faça você mesma.

Quando uma das mães do bairro é assassinada, Kate chega à conclusão de que esse mistério é uma das coisas mais interessantes que já aconteceram em Upchurch, Connecticut, nos últimos tempos. Embora o delegado tenha advertido que a investigação criminal é trabalho para profissionais, Kate se lança em uma apuração paralela dos fatos das 8h45 às 11h30 às segundas, quartas e sextas, enquanto as crianças estão na creche.

À medida que Kate mergulha mais e mais fundo no passado da vítima, ela descobre os segredos e mentiras por trás das cercas brancas de Upchurch e começa a repensar as escolhas e compromissos de toda mulher moderna ao oscilar entre obrigações e independência, cidades pequenas e metrópoles, ser mãe e não ser.



Resenha: Esse livro é bem diferente de outros que já li, começando que o ângulo de visão dos crimes e da própria história não vêm da polícia, e sim de uma dona de casa. A gente, quando lê um livro desses, sempre espera que pelo menos um policial esteja no meio ou seja um dos personagens principais, como a maioria dos que eu já li, o que não é o caso desse. Por isso, com a personagem principal sendo uma mera dona de casa, podemos ser capazes de ver tudo por outros ângulos.
Kate é uma dona de casa que nunca foi acostumada com o subúrbio. Faz pouco tempo que ela mora lá com seu marido e seus três filhos, e enquanto todas as outras mulheres do bairro são mães e esposas exemplares, que nunca têm um fio de cabelo fora do lugar, Kate não é assim. Ela é mais atrapalhada, gosta de usar seus moletons, gosta de fazer as coisas com seu jeito mais urbano e por isso ela nunca se ajustou muito bem.
Apesar disso, Kate tenta se enturmar, isso já sabemos. Só que quando ela vai visitar a mulher mais perto de uma amiga para ela, ela a encontra morta em sua casa, e é aí que o mistério começa. As vizinhas começam a fofocar, e Kate sabe de como ela foi morta, ou seja, ela não vai pela fofoca de ninguém. Com isso, ela decide ir atrás das respostas por conta própria, pela mulher que era mais legal com ela desde sempre.
Ela começa a descobrir os fatos passados da vida dessa mulher e começa a desenterrar os seus segredos. Descobre a ligação desses segredos com outras pessoas e vai atrás dela também. De qualquer forma, tudo é uma teia que Kate insiste em mexer, e daí vem justamente a emoção que ela procurava encontrar.

Quem aí ler esse livro e gostar, por favor, assistam a série Desperate Housewifes. Só consigo lembrar das minhas donas de casa preferidas quando lembro desse livro, porque essa série também fala de subúrbio e assassinatos, e as protagonistas também são as próprias donas de casa. Que beleza!

Eu tinha explicado, três vezes, a três pessoas diferentes, por que minhas digitais estavam no cabo da faca. Meus interrogadores incluíram um policial que resmungou e disse - Nossa, moça, você não assiste CSI? - Eu arregalei os olhos e respondi: - Está passando no Noggin? Porque, se não está, provavelmente não. 


Personagens: Os meus personagens preferidos foram com certeza a Kate, e a vítima, a mulher assassinada do bairro. Elas são completamente diferentes - Kate é desastrada, insegura, mas também muito corajosa e forte; enquanto a vítima é uma mãe e esposa perfeitas, como todas as outras eram. Sem falar que Kate é extremamente engraçada e eu me diverti muito com ela, o que tira o clima de drama e mistério do ar, fazendo tudo parecer mais subúrbio. A diferença é que essa mulher não esnobava Kate, e apesar das diferenças, uma amizade estava começando a nascer.
Além do mais, conforme o livro passa, descobrimos tudo sobre a vida dessa mulher e do seu passado. Com isso, ela não é apenas uma quase amiga de Kate que foi assassinada, ela se torna uma mulher com passados, medos, decepções, e problemas tanto quanto nós. O fato de sabermos que ela foi morta só nos faz ter ainda mais compaixão por ela, pela vida que ela poderia ter se não tivesse morrido.

Não é um livro cheio de mistérios e macabro como Eu Mato é, por exemplo, mas é muito mais real, afinal pessoas são mortas todo dia e nós não somos policiais super investigadores, e sim pessoas normais. Tendo uma personagem como Kate em um ambiente do subúrbio, me levou a me colocar mais no lugar da personagem e me sentir mais como ela; enquanto que Eu Mato é uma história que eu mais me vi observando de fora. 
De qualquer forma, os dois são maravilhosos.

Eu não anexei muitas citações do livro porque como eu disse, não tem aquela pegada de mistério, frases de muito efeito e tal. Muitas partes são engraçadas, e as que tem mistério tem spoiler e vocês não entenderiam nada, então, só lendo para descobrir.

Vocês conhecem algum livro como Boa noite, Estranho? Me contem. Gostei desse e estou interessada em mais romances policiais com personagens principais que não são policiais (olha a ironia, hahahah)

Beijos de amor <3



Eu Li: Beleza Perdida

17 agosto 2017

Oi, hoje vim falar sobre um livro que roubou meu coração de um jeito, que olha...



Sinopse: Um livro intenso, com uma história emocionante que vai permanecer no seu coração por um longo tempo Ambrose Young é lindo - alto e musculoso, com cabelos que chegam aos ombros e olhos penetrantes. O tipo de beleza que poderia figurar na capa de um romance, e Fern Taylor saberia, pois devora esse tipo de livro desde os treze anos. Mas, por ele ser tão bonito, Fern nunca imaginou que poderia ter Ambrose... até tudo na vida dele mudar. Beleza perdida é a história de uma cidadezinha onde cinco jovens vão para a guerra e apenas um retorna. É uma história sobre perdas - perda coletiva, perda individual, perda da beleza, perda de vidas, perda de identidade, mas também ganhos incalculáveis. É um conto sobre o amor inabalável de uma garota por um guerreiro ferido. Este é um livro profundo e emocionante sobre a amizade que supera a tristeza, sobre o heroísmo que desafia as definições comuns, além de uma releitura moderna de A Bela e a Fera, que nos faz descobrir que há tanto beleza quanto ferocidade em todos nós.

Resenha: Sabe aquele livro que te faz pensar, que te faz sentir como se estivesse ali, vivendo tudo junto com os personagens? Pois é, esse livro foi isso pra mim. Simplesmente incrível.
Quando eu vi a capa desse livro, me apaixonei bastante, mas foi ao saber que era uma releitura de a Bela e a Fera que eu realmente quis ler. As minhas expectativas foram altas e eu acho que conseguiram ser batidas <3
O livro tem a narrativa em terceira pessoa, alternando os pontos de vista dos dois personagens principais - Ambrose e Fern. Mas também vamos conhecer o Bailey (que foi um dos meus personagens queridinhos, com toda a certeza.)
Fern sempre foi apaixonada por Ambrose, mas sempre soube que não teria muitas chances com ele, afinal ele era todo bonitão, sempre rodeado por muita gente e ela se achava muito inferior, não se achava boa o bastante para ser notada por ele. Então ela guarda esse amor e deixa ele ali no cantinho, principalmente quando descobre que ele está indo embora com os amigos, para lutar no Iraque.
Mas quando ele volta, sem os amigos, com o rosto totalmente desconfigurado, as coisas mudam um pouco de lugar. Agora é ele que não se acha digno dela e ela tenta a todo custo fazer com que ele se sinta bem de novo, ela quer que ele veja que ainda pode ser feliz, que ela ainda está ali.
Bailey é primo de Fern, e tem uma deficiência que cedo ou tarde vai leva-lo embora - infelizmente. Ele é uma pessoa incrível, está sempre fazendo piadas, fazendo as pessoas pensarem, estando ali para o que der e vier, pra quem precisa dele.
Eu me emocionei bastante durante o livro e creio que levarei ele comigo por um bom tempo. Vamos ver pessoas se redescobrindo, vamos ver alguém que tinha tudo pra reclamar sempre da vida, mas resolveu viver e fazer o bem a quem ama e uma garota que apesar de não se achar boa o bastante, dá o seu melhor para todos os que estão ao seu redor.

Leiam, leiam, leiam <3 vale muito a pena.

Me conta o que acharam ai nos comentários <3
Beijinhos.

Eu li: 30 dias sem você

11 agosto 2017

Hoje vim falar desse livro lindo <3


Sinopse: "Com mais de 200 mil seguidores no Instagram, Dani Santos (@exageradasim), publica agora seu primeiro livro. A obra conta o drama de uma jovem que, após terminar o relacionamento com o namorado, encara os primeiros 30 dias sem o seu grande amor. Nesse período, ela precisa lidar com a saudade e com as novas descobertas, além de refletir sobre os novos rumos da sua vida."


Começar dizendo que escrevo isso de madrugada, porque não conseguiria ir dormir sem botar pra fora. Escrevo também ao som de uma das músicas citadas no livro que acabou virando uma das minhas preferidas. ( Go Now - Adam Levine). ⠀
⠀⠀
Eu conhecia a escrita da autora, e como conhecia. Botava até pra receber notificações do Facebook, curtia todas as fotos do insta, fazia questão de ler cada textinho que ela postava, cada frase, porque de certa forma me tocava. ⠀
Quando saiu o livro pra vender, pensei e pensei, lembro de estar com um dinheiro guardado e decidi que iria comprar ali mesmo, na pré venda. Se eu gosto de alguém, tenho que fazer o que posso por ela né? Comprei e esperei. Meu coração cheio de ansiedade, eu não sabia o que esperar, mas as expectativas eram altas.

Não li sinopse, não quis saber nada, queria que fosse uma surpresa. E foi. Foi lindo. Foi emocionante. Tô chorando agora mesmo porque eu gosto de sentir. ⠀
Sabe aquele livro que te faz pensar? Que é tão real que em certos momentos você deixa de ser você, pra se tornar alguém da ficção? Pois é, é disso que estamos falando. ⠀
⠀⠀
A personagem conta os seus primeiros 30 dias após um término de um namoro lindo, daqueles que a gente acredita de todo o coração que vai durar pra sempre. E ela é gente como a gente, cria umas paranóias, sente falta, chora bem parecido comigo que por qualquer coisinha tô me desmanchando. ⠀
Ela tem amigos incríveis, que estão ali do lado dela (a gente sempre tem um ou dois né?), uma mãe incrível e a amora que é o bichinho mais fofinho, que eu queria que fosse real hehehe. ⠀
Acho que se meu coração não estivesse tão bem e quentinho, eu teria me desmanchado no livro inteiro. Mas o fim meus amigos... Ah, ele não nos poupou lágrimas não. Chorei muito, chorei de querer ligar pra alguém e perguntar o porquê da vida, ter aquelas conversas filosóficas. Chorei e tô aqui quase chorando de novo, porque sou manteiga derretida mesmo. ⠀
⠀⠀
Leiam, porque a gente tá precisando de mais sentimentos. Mais coisas reais. Mais amor! ⠀


Pra seguir a autora e se deparar com outros milhares de textos incríveis é só clicar aqui.

Ah e não esquece de comentar aqui embaixo o que acharam, se já conheciam a página, a autora, o livro e etc. Também não deixe de seguir o blog aqui e em suas demais redes sociais.

Beijinhos. 

Tão diferente

04 agosto 2017

Você é o meu oposto. É eu sei, já te falei.
Você é o meu oposto quando chega cheia de confiança e me olha ali, na minha timidez. é meu oposto quando ri de coisa séria, enquanto eu surto e acho que tudo vai desmoronar. É o oposto quando me acalma em dias de tempestade.

Você me contraria em tudo e me completa em tudo também. Teu jeito me completa e até parece que nascemos assim, pra ser um só.
É o oposto e parece tão certo ser diferente, que em parte somos iguais.
Somos iguais em meio a saudade que queima quando nossa pele arrepia ao pensar em se tocar. Somos iguais quando nossos sussurros preenchem o silêncio da madrugada. Somos assim, como se tivéssemos nascido para ser apenas um.
Você me completa. Completa na frieza quando sou feito de caos. Completa no silêncio quando meu barulho é demais até pra mim. Completa nas loucuras, quando sorri me olhando orgulhosa, mesmo sem saber o que estou aprontando dessa vez. Me completa quando me abraça e me mostra que eu posso rodar o mundo inteiro, mas o meu local preferido ainda será o teu abraço. Você me completa com a sua organização, quando tudo em mim não sabe o que faz.
Você é minha, mesmo tendo asas tão grandes, mesmo gostando tanto de voar. Você não me para, não tem medo de perder. Vive dizendo que sabe que o que tem que acontecer, simplesmente acontece, então me ensina a voar.
Não quer que eu fique por baixo.
Você é diferente de mim, é meu oposto. E é oposto a todos os outros.
Você não me poda, me rega. Você não me diminuiu, me acrescenta.
E nem daqui até o infinito, eu seria capaz de explicar o quanto eu amo todas as suas diferenças.

Maratona de romances policias: #2 Eu sou Deus

28 julho 2017

Oi gente!

A segunda resenha da nossa maratona de romances policiais chegou e não é nada menos do que outro livro do Giorgio Faletti, autor de Eu Mato, que foi alvo da nossa primeira resenha também.

Vamos lá.

Resultado de imagem para eu sou Deus capa

Eu sou Deus - Giorgio Faletti
Editora Intrínseca
368 páginas

Sinopse: Aparentemente não há qualquer morbidez nas ações do serial killer que mantém Nova York sob ameaça. A escolha de suas vítimas não obedece a complicados percursos mentais nem ele as encara enquanto morrem, mesmo porque não teria olhos para tanto.
Uma jovem detetive esconde os dramas pessoais sob a sólida imagem profissional. Um repórter fotográfico com um passado que deseja esquecer, busca uma segunda chance. Os dois juntos são a única esperança de deter um psicopata que sequer assume a autoria de seus crimes. Um homem que não pode ser responsabilizado pelos próprios atos. Um homem que acredita ser Deus.


A minha proposta é uma só. Oito minutos. Ninguém entre os seres humanos que se afligem a meu redor é capaz de saber o momento em que os últimos oito minutos terão início. Eu sou. 
Uma angústia sem remédio, um estertor de sufocamento, um ponto de interrogação para carregar nas costas como o peso de uma cruz, porque a saída é uma doença que não acaba nunca. Ninguém encontrou o remédio, por um motivo muito simples: não existe remédio. 
 Resenha: Esse é um livro diferente, para começar. Diferente do último livro da nossa maratona, Boa noite, Estranho, Eu Sou Deus tem capítulos focados em inúmeros personagens. O livro é em terceira pessoa, mas cada capítulo é focado em uma pessoa, como no outro livro do autor, Eu Mato. A personagem principal aqui é a policial Vivien Light, uma mulher que está tentando colocar as coisas no lugar depois que sua vida bagunçou um pouco. Sua irmã está doente e sua sobrinha agora é responsabilidade dela, enquanto que o pai da garota não a dá atenção. Além disso, sua sobrinha tem problemas e ela tem tentado fazê-la melhorar.
Ela é uma policial normal. Vai ao trabalho como sempre, investiga crimes e homicídios e depois volta para casa, para seus problemas. Porém, é em um dia normal como esses em que uma explosão horrível ocorre e ela e sua sobrinha vêm quase que perto demais para ser fatal.
Por outro lado, temos um homem que foi preso e não é lá muito confiável, Russell Wade, que passou a vida toda sendo muito covarde. Ele vive uma vida pacata e medíocre, com algumas ilegalidades. Um certo dia, ele vai atrás de um amigo e o encontra quase morto. Esse amigo lhe entrega uma coisa e é aí que ele sabe a ligação disso com a explosão que ocorreu na cidade. Para dizer o mínimo, não foi uma explosão acidental.
Desde então, ele e Vivien precisam trabalhar juntos para descobrir o quê e quem está por trás disso. Com o tempo, vemos que se trata de muitas pessoas e crimes envolvidos que resultaram em uma mente doentia por trás de um serial killer. Este homem planeja exlodir a cidade toda e eles precisam trabalhar juntos para impedir, mesmo sem se gostar e com todos os problemas que os dois têm.
Ao longo do livro, também temos alguns capítulos retratando o passado, mostrando acontecimentos que são pertinentes para explicar ao leitor no presente o que está acontecendo e quem é o assassino. Quando lemos esses capítulos do passado, fazemos perguntas que só serão respondidas depois, ao longo do livro, com mais surpresas e uma corrida contra o tempo por vir.

Personagens: Os personagens são tantos que eu nem sei por onde começar, mas com certeza os meus preferidos foram Russell Wade e o próprio assassino, que eu não posso dizer quem é por motivos óbvios. Russell se mostra um homem forte e compassivo, e o seu passado e sua história só me fazem gostar mais dele. Agora, o assassino... bom, vocês podem ir descobrir e depois a gente conversa, hahaha.

O hóspede daquela noite no Plaza havia tirado os óculos, e seus olhos se cruzaram através da janela aberta. Vivien penetrou por um instante num par de olhos escuros e ficou espantada com a tremenda tristeza que encontrou dentro deles.

Eu espero que tenham gostado. Vocês ficaram com vontade de ler?
Beijos de amor.