Tempestade

21 janeiro 2015

Talvez se a chuva não fosse tão forte eu não teria entrado naquele café. E não teria te conhecido. Lembro que você estava com os cabelos todo bagunçado, a roupa toda molhada, totalmente desastrado.
Não acrediva nessa de amor a primeira vista não viu? Logo eu que sou toda decidida, eu sou moderna, ocupada, eu lá tenho tempo para amar?
Mas quando te vi, eu não só tive tempo como também o meu tempo parou.
Existem histórias de amor, milhões delas e hoje sei que cada uma tem sua essência, mas a nossa será sempre a minha preferida.

Um imprevisto me levou ali, diante de você e bom... Você gostava do café como o meu, quem é que gosta de café assim?! Depois dessa outra coisinha em comum eu nem lembro do que aconteceu. Só que conversamos e quando me dei conta já estava abrindo minha vida para um estranho. Você ja sabia tanto sobre mim.

A chuva parou. Poxa logo agora?! O que eu falo? Ele não vai pedir meu telefone? “A conta por favor! “ Ai meu Deus e agora? Ele ta se aproximando ou é impressão minha? Um beijinho no rosto ou um aperto de mão?

Foi do nada, aquele “quase beijo “ balançou todas as minhas estruturas, mas quer saber eu gostei.

Virei as costas com um leve sorriso e então ouvi : “ Ei será que ao menos seu telefone posso anotar?“
E é claro que podia.
Bom agora eu vou esperar a próxima tempestade, quem sabe a gente não se encontra?!


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