Desafio 2- Criar um personagem

26 julho 2015

Oi gente, comecei um desafio literário, não vou postar de todos os dias mais gostei bastante do resultado do segundo dia e resolvi compartilhar com vocês!!  

Sophie era uma das garotas mais misteriosas que já tinha entrado naquela escola.
Seus longos cabelos escuros desciam por suas costas, fazendo as curvas mais perfeitas já vistas por alguém.
Seus olhos tinham uma cor que ninguém conseguia decifrar. Ha quem dizia que era cinza, azuis, verde claro. Ninguém acertava. Era mais claro, era a junção do céu com a terra. Era o encontro com o horizonte ao anoitecer. Era indecifrável.
Sua pele tinha marcas. Essas que por sinal chamava a atenção de todos. Ela não era do tipo porcelana, tinha lá suas imperfeições e era isso o que a tornava perfeita. A cicatriz que mais chamava atenção era aquela que ficava ao lado de seus lábios. Os lábios, oh, olha só, não perdemos o foco.
Apostas eram feitas para saber o que tinha causado aquela leve e doce marca. Tolos. Mal sabiam eles que ela nasceu assim.
Agora vejamos bem, aonde estávamos? Pois bem. Seus lábios.
Assim como ela não era como porcelana, ela não era como essas meninas que andam por aí enfeitadas, escondendo atrás daquilo que chamam de maquiagem, sua verdadeira face.
Ela gostava do que via no espelho, era apaixonada por si como um casal no começo de um relacionamento.
Seus lábios tinham formas, quem os desenhou fez um ótimo trabalho. Esse mesmo entendia sobre artes, pois foi capaz de criar uma cor única para colorir seu lindo sorriso.
Era alta e não tinha tantas curvas, mas andava com tamanha graça que parecia flutuar.
Talvez ela fosse um anjo. Talvez ela não andasse. Flutuasse.
Ela passava despercebida quando queria e olha, ela sempre queria. Bendito seja o homem - lembremos aqui que falamos de um modo geral e quando nos referimos a homem estamos falando sobre homens e mulheres - que tenha a honra de nota-la. Porque meu caro? Porque ele foi escolhido.
Nota-la é como arrumar tempo em meio a cidade grande, para apreciar ao pôr do sol.
Era essa a condição da mais bela moça já vista. Era preciso tempo e atenção.
Os homens bonitos de corpo- na minha mais modéstia opinião- ridículos de alma, nunca a notava e quando notava se escondia.
Cá entre nós, ela não foi desenhada pra eles. Foi trabalho demais cuidando de cada uma características.
Ela foi feita pra si.
Pra andar no vento e bagunçar os cabelos, esquecendo de os arrumar depois. Ela foi feita pra ouvir, mesmo que nem sempre tivesse o mais belo conselho para dar. Ela foi feita pra correr, enrolar os cabelos e dar gargalhadas. Ela foi feita pra viver.
Ela sumia quando achava que seu tempo já tinha sido suficiente e ai meus amigos...
Ha quem diga que os poucos centímetros a mais que tinha era resultado de se estar flutuando. Ha quem diga que ela era um anjo e ha quem diga que ela era miragem.

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