20º Despedidas

17 novembro 2015

Nunca fui boa com despedidas, mas aquela era necessária.
Eu vi ele colocar as malas em seu porta malas, eu o vi ir e vir algumas vezes até pegar todas as suas coisas.
Bom, tinha chegado o momento. Ele me abraçou e eu retribui. Ainda éramos amigos, seríamos sempre, mas agora um tempo podia ser uma boa.
Ele beijou o topo da minha cabeça e eu forcei a lágrima a não cair.
Era temporário. Existiam planos, faculdades, trabalhos e infelizmente não nos encaixavamos mas na vida um do outro, foi melhor assim.
Vi o carro ir, ele se afasta rápido.
Com um aceno de mão ele virou a esquina e foi. Pra onde? Em busca dos sonhos dele. E eu voltei, pro meu aconchego, pro meu lar, pra minha casa, agora bem mais vazia do que antes.
Minha casa. Antes era nossa, agora é só minha, provavelmente eu vá me acostumar com isso também. É, eu vou.
Não tinha mais sapatos jogados pela casa, o banheiro ainda tinha cheiro de perfume masculino, mas tudo ali dentro era meu, o lado esquerdo da cama estava intocável, e provavelmente ficaria por muito tempo.
Eu posso me acostumar com isso. Eu acho que posso. Eu tenho que me acostumar.

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