BEDA #17 Transbordo.

17 abril 2017



Quantos medos posso enfrentar por você? Quanta coragem posso ter pra te ter?
Quando você acha que seu coração está parado, sem vida e de repente bem no centro, acende uma luz. Quando ele volta a ter vida e isso reflete no teu corpo, na tua mente.
Quando você sente que tudo que precisa é de um pouco de coragem. Sinta, se jogue e transborde.
A pior parte de se apaixonar - pra mim - sempre foi a parte de aceitar e dessa vez não foi diferente.
O coração bate forte com a luz da notificação, com o nome brilhando na tela. O coração dispara ao ouvir uma voz que até pouco tempo era estranha pra você.
A mente viaja, pensando em coisas que podem ser realizadas por vocês.
O medo anda lado a lado com a coragem. Sussurra em meus ouvidos que é pra ter calma, o problema é que nunca fui mulher de metades. Ele pede pra ir devagar enquanto a coragem grita: Vai!
Posso pensar que ninguém conseguirá esperar por mim. Essa história, de dois corações ligados por corpos separados, essa história me assusta.
Me assusta que meu coração seja tão mais rápido que eu e atravesse cidades, estados, para o encontro dela. Me assusta que eu deseje ir com o meu coração.
Me assusta que os pensamentos sejam tão reais que quando fecho os olhos, sou capaz de a ver parada em minha frente. Sou capaz de imaginar seu sorriso pra mim, sua mão na minha.
Enquanto nego que não sinto, meu coração entrega, o corpo avisa e a mente viaja. Enquanto eu acho que tá tudo sobre controle, eu perco os sentidos, esqueço do que está por aqui.
Eu me jogo num mar de incertezas, enquanto a esperança tenta me jogar pra cima, pra superfície.
E eu subo, cada vez mais. Até que em um determinado ponto, acho que posso voar e então vôo. Vou ao encontro dela pra dizer que meu desejo é de ficar. E fico.
Fico por ela, por mim, pelo coração que merece paz, pelo corpo que precisa de forças. Fico por nós, desejando que ela seja tão minha, quanto sou dela.
Falo. Falo antes que seja tarde demais. E transbordo da minha maneira, jogando tudo que sinto em palavras que achei que  jamais seriam ditas.

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