Maratona de romances policiais: #1 Eu Mato

14 julho 2017

Oi gente!

É com felicidade que começamos hoje uma maratona de resenhas policiais. Quinzenalmente, às sextas, vamos ter aqui uns dias sangrentos e resenhas maravilhosas para vocês de um dos meus gêneros preferidos do mundo.

A primeira resenha é do melhor romance policial que eu li há tempos, ficando para sempre no ranking dos melhores, com toda a certeza.


Resultado de imagem para eu mato capa giorgio

Eu Mato - Giorgio Faletti
Editora Intrínseca
536 páginas

Sinopse: Neste thriller de estreia de Giorgio Faletti, um agente do FBI e um detetive enfrentam um serial killer em Montecarlo, no glamoroso Principado de Mônaco. Trata-se do caso mais angustiante de suas carreiras: capturar o assassino que anuncia seus próximos alvos por meio de enigmas propostos em telefonemas para um programa de rádio, conduzido por um apresentador carismático. 
Para confundir a polícia, músicas são utilizadas como pistas dos crimes, cujas doses de barbárie e astúcia abatem e desnorteiam policiais, investigadores e psiquiatras. Os assassinatos, caracterizados pela frase Eu mato escrita com sangue, são marcados por uma violência que não poupa nem mesmo a pele das vítimas.
O primeiro ataque vitima um piloto de Fórmula 1 e a filha de um general norte-americano. À medida que os crimes dominam as manchetes europeias, o assassino faz novas vítimas, entre elas um gênio da informática e um bailarino russo. Tragédias pessoais afetam e conectam os envolvidos nas investigações.
O autor mantém o suspense implacável mesmo depois de revelar a identidade do criminoso, quando é iniciada uma caçada para impedir novos ataques. Ao manipular perfis psicológicos singulares com uma trama surpreendente, Giorgio Faletti conquista o leitor. A versão cinematográfica de Eu mato já é esperada em uma superprodução internacional.


"Onde ele está há música, há corpos que se movem, bocas que sorriem, trocas de palavras. Ele está entre eles, um a mais, pela curiosidade de saber quem conseguirá, dia após dia, ver desbotar mais essa fotografia."

Resenha: Esse foi o primeiro lugar disparado. A narrativa de Giorgio é envolvente e misteriosa, com o vocabulário típico que um romance policial deve ter. Aqui, a morte é como uma música delicada e suave, como uma poesia tocada pelo assassino. Por isso, para quem gosta de romances policiais, Eu Mato é um prato cheio e inovador, que vai nos surpreender com cada linha.
Protagonizado pelo policial Frank Ottobre, o romance ganha ainda mais destaque por causa do enredo. Tudo começa quando o protagonista, que havia passado por uma tragédia que o fez desistir da carreira de investigador, encontra um velho amigo policial que acaba de se deparar com um duplo homicídio, Nicolas Hulot.
O assassino envia mensagens à uma rádio famosa de Monte Carlo, em Mônaco, dando pistas para os policiais de quem será sua próxima vítima, ele não tinha parado por ali. Por fim, no final de cada ligação, tudo o que ele diz é “eu mato...”.
Frank acaba se interessando pelo caso de um jeito ou de outro, ficando cada vez mais perplexo com as pistas que o serial killer dá. De certa forma, dá pra ver que se não fosse por ele nesse caso, seria o fim, o caso não seria solucionado. Como se só ele conseguisse captar as mensagens que o assassino manda.
Ao longo do livro, podemos ver “histórias secundárias”, como a explicação da tragédia na vida de Frank e como isso vai acabar, além de que Eu Mato não foca apenas nele, o que eu achei muito legal. Vemos que apesar dos capítulos serem, em sua maioria, em terceira pessoa, alguns deles focam em outros personagens, alguns no próprio assassino e alguns também no outro investigador do caso, Nicolas Hulot (e eu realmente gostei muito dele!).
A escrita de Giorgio é única porque não focou apenas no protagonista e em sua história; além do próprio serial killer, mas abordou também a história das próprias vítimas, fazendo-nos ver elas de forma mais humanizadas, e não apenas como rostos de pessoas que morreram e nós não conhecemos, o que foi uma estratégia incrível. Realmente, esse aspecto subiu muito o nível da minha experiência ao ler meu primeiro livro do autor.
O livro não é de forma nenhuma previsível, ao menos ao meu ver. O autor foi genial ao elaborar o enredo, pois foi inovador ao introduzir as histórias secundárias que eu tinha dito. Portanto, não se trata apenas de uma caça a um serial killer – Eu Mato é uma poesia macabra, um mundo em que nos afundamos e vivemos cada aspecto, conhecemos os personagens, nos apegamos a eles, ficamos tensos com as cenas do livro, tentamos descobrir quem era o assassino, nos identificamos com as vítimas, sofremos, choramos, roemos os dentes. Essa é a definição perfeita para o romance, e o mais incrível foi que, de forma nenhuma, o assassino foi quem eu menos imaginei que fosse.
Cheio de reviravoltas e detalhes sangrentos que qualquer fã de romance policial baba ao ver, esse livro é um sonho para quem ama esse gênero. Eu, como fã também, posso dizer que foi como se o livro saísse de um sonho para realizar todas as expectativas que eu tinha de um bom romance policial.

São jovens, belos, felizes. O homem apoiado a uma coluna pensa que logo estarão mortos.


Personagens:  O personagem principal, Frank Ottobre, é intenso, profundo, forte e misterioso. Você só consegue desejar que ele tenha um rumo no final porque no começo, ele não tinha nenhum, como se estivesse perdido. Ademais, também me apeguei muito com os outros personagens, como o bom e velho Nicolas Hulot, personagem que me cativou muito.

A música chegou ao fim. No silêncio do túmulo, o homem vivo desliza para um sono sem sonhos como o sono dos mortos.
Entre eles, o fino acolchoado daquelas duas palavras. Eu mato... 

Espero que tenham gostado!

Eu Mato vai fazer você realmente ficar mais exigente em relação a romances policiais, fazendo a gente comparar esse livro com todos os outros que você for ler.
Com certeza a melhor leitura do gênero nesse ano!

Beijos de amor <3





Nenhum comentário:

Postar um comentário