Maratona de romances policiais: #3 Boa noite, Estranho

18 agosto 2017

Oi, como vão vocês?

Na terceira resenha da nossa maratona de romance policial, eu vou falar de um livro que eu gostei muito. Ele é bem diferente meeeesmo de outros romances policiais que li. Olha essa capa, Brasil <3



Boa noite, Estranho - Jennifer Weiner
Editora Novo Conceito
432 páginas

Sinopse: Para Kate Klein, que, meio por acaso, se tornou mãe de três filhos, o subúrbio trouxe algumas surpresas desagradáveis. Seu marido, antes carinhoso e apaixonado, agora raramente está em casa. As supermães do play-ground insistem em esnobá-la. Os dias se passam entre caronas solidárias e intermináveis jogos de montar. À noite, os melhores orgasmos são do tipo faça você mesma.

Quando uma das mães do bairro é assassinada, Kate chega à conclusão de que esse mistério é uma das coisas mais interessantes que já aconteceram em Upchurch, Connecticut, nos últimos tempos. Embora o delegado tenha advertido que a investigação criminal é trabalho para profissionais, Kate se lança em uma apuração paralela dos fatos das 8h45 às 11h30 às segundas, quartas e sextas, enquanto as crianças estão na creche.

À medida que Kate mergulha mais e mais fundo no passado da vítima, ela descobre os segredos e mentiras por trás das cercas brancas de Upchurch e começa a repensar as escolhas e compromissos de toda mulher moderna ao oscilar entre obrigações e independência, cidades pequenas e metrópoles, ser mãe e não ser.



Resenha: Esse livro é bem diferente de outros que já li, começando que o ângulo de visão dos crimes e da própria história não vêm da polícia, e sim de uma dona de casa. A gente, quando lê um livro desses, sempre espera que pelo menos um policial esteja no meio ou seja um dos personagens principais, como a maioria dos que eu já li, o que não é o caso desse. Por isso, com a personagem principal sendo uma mera dona de casa, podemos ser capazes de ver tudo por outros ângulos.
Kate é uma dona de casa que nunca foi acostumada com o subúrbio. Faz pouco tempo que ela mora lá com seu marido e seus três filhos, e enquanto todas as outras mulheres do bairro são mães e esposas exemplares, que nunca têm um fio de cabelo fora do lugar, Kate não é assim. Ela é mais atrapalhada, gosta de usar seus moletons, gosta de fazer as coisas com seu jeito mais urbano e por isso ela nunca se ajustou muito bem.
Apesar disso, Kate tenta se enturmar, isso já sabemos. Só que quando ela vai visitar a mulher mais perto de uma amiga para ela, ela a encontra morta em sua casa, e é aí que o mistério começa. As vizinhas começam a fofocar, e Kate sabe de como ela foi morta, ou seja, ela não vai pela fofoca de ninguém. Com isso, ela decide ir atrás das respostas por conta própria, pela mulher que era mais legal com ela desde sempre.
Ela começa a descobrir os fatos passados da vida dessa mulher e começa a desenterrar os seus segredos. Descobre a ligação desses segredos com outras pessoas e vai atrás dela também. De qualquer forma, tudo é uma teia que Kate insiste em mexer, e daí vem justamente a emoção que ela procurava encontrar.

Quem aí ler esse livro e gostar, por favor, assistam a série Desperate Housewifes. Só consigo lembrar das minhas donas de casa preferidas quando lembro desse livro, porque essa série também fala de subúrbio e assassinatos, e as protagonistas também são as próprias donas de casa. Que beleza!

Eu tinha explicado, três vezes, a três pessoas diferentes, por que minhas digitais estavam no cabo da faca. Meus interrogadores incluíram um policial que resmungou e disse - Nossa, moça, você não assiste CSI? - Eu arregalei os olhos e respondi: - Está passando no Noggin? Porque, se não está, provavelmente não. 


Personagens: Os meus personagens preferidos foram com certeza a Kate, e a vítima, a mulher assassinada do bairro. Elas são completamente diferentes - Kate é desastrada, insegura, mas também muito corajosa e forte; enquanto a vítima é uma mãe e esposa perfeitas, como todas as outras eram. Sem falar que Kate é extremamente engraçada e eu me diverti muito com ela, o que tira o clima de drama e mistério do ar, fazendo tudo parecer mais subúrbio. A diferença é que essa mulher não esnobava Kate, e apesar das diferenças, uma amizade estava começando a nascer.
Além do mais, conforme o livro passa, descobrimos tudo sobre a vida dessa mulher e do seu passado. Com isso, ela não é apenas uma quase amiga de Kate que foi assassinada, ela se torna uma mulher com passados, medos, decepções, e problemas tanto quanto nós. O fato de sabermos que ela foi morta só nos faz ter ainda mais compaixão por ela, pela vida que ela poderia ter se não tivesse morrido.

Não é um livro cheio de mistérios e macabro como Eu Mato é, por exemplo, mas é muito mais real, afinal pessoas são mortas todo dia e nós não somos policiais super investigadores, e sim pessoas normais. Tendo uma personagem como Kate em um ambiente do subúrbio, me levou a me colocar mais no lugar da personagem e me sentir mais como ela; enquanto que Eu Mato é uma história que eu mais me vi observando de fora. 
De qualquer forma, os dois são maravilhosos.

Eu não anexei muitas citações do livro porque como eu disse, não tem aquela pegada de mistério, frases de muito efeito e tal. Muitas partes são engraçadas, e as que tem mistério tem spoiler e vocês não entenderiam nada, então, só lendo para descobrir.

Vocês conhecem algum livro como Boa noite, Estranho? Me contem. Gostei desse e estou interessada em mais romances policiais com personagens principais que não são policiais (olha a ironia, hahahah)

Beijos de amor <3



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